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FEIRA DO LIVRO ESPÍRITA

Formação da Equipe

1. Para a realização de uma FLE é fundamental a formação de uma equipe coesa. É preciso que haja uma coordenação, secretaria, tesouraria, recursos humanos, montagem e decoração da barraca, departamento do livro e divulgação. Outras funções consideradas importantes podem ser estabelecidas de acordo com a necessidade de cada uma. Quanto maior o número de responsáveis, melhor.

Autorização da Prefeitura

2. Com antecedência de dois a três meses da abertura da FLE, é necessário fazer um requerimento da Prefeitura, solicitando autorização para o uso de Praça Pública, ligação de energia elétrica, colocação de faixas e/ou placas publicitárias. Só pode ser classificada como feira se for realizada em praça pública.  

3. Diversas cidades que faziam a Feira em recinto fechado tiveram suas vendas quintuplicadas quando mudaram para a praça. Além disso, o que é mais importante: na praça é possível atingir muito mais o público não espírita.

Época da FLE

4. As estatísticas colhidas pela secretaria da FLE apontam que o primeiro semestre é o menos preferido pelos “feirantes”, à exceção do mês de abril, por causa do aniversário de “O Livro dos Espíritos”. No segundo semestre, outubro fica em primeiro lugar e dezembro em segundo.  

5. Outubro por causa do aniversário de nascimento de Allan Kardec (dia 3), o que nos traz uma grande satisfação. Kardec é muito lembrado pelos divulgadores que, com esse maravilhoso trabalho unificacionista, homenageiam-no com justíssima razão.  

6. Dezembro, por ser o mês das festas. Não porque as pessoas se lembrem do aniversário de Cristo e queiram prestar-lhe o que seria a mais altruísta de todas as homenagens, mas por ceder aos apelos das diversas mídias. Apesar de tudo, dezembro é o mês das festas cristãs, o que favorece muito o trabalho da feira. Há o 13o salário e um clima propício para compras.  

7. No entanto, é fundamental considerar fatores práticos de extrema importância, como o exemplo acima. Meses de frio intenso, muitas chuvas, geadas, ventanias, entre outros, devem ser evitados. Isto pode ser fator de sucesso ou fracasso na realização de uma feira. Outro exemplo é o de meses de férias, que podem favorecer algumas cidades e prejudicar outras. É preciso pesar todos os prós contras, como em toda atividade humana.  

A Barraca

8. Há vários tipos de barracas. As mais utilizadas são aquelas fabricadas em um serralheria, de tamanho 12mx4m, em metalon (material leve e resistente), com pinos para a maioria dos encaixes. A cobertura é de lona, de cor clara e agradável (amarelo ou azul). É necessário também cortinas, que podem ser de plástico ou de lona, para proteção do vento em eventuais chuvas. Mesmo com as cortinas é preciso providenciar plásticos transparentes, com ilhós para permitir amarração, a fim de melhor proteger os livros.  

9. As mesas, para exposição dos livros, podem ser feitas de inúmeros materiais, como os suportes de metalon afixados nas guardas da própria barraca, mesas convencionais, prateleiras, etc.  

10. Outra sugestão é a montagem de prateleiras inclinadas, cujos livros ficam totalmente visíveis ao visitante. Há a possibilidade de criar uma paredinha de placas de isopor, de 1m por 20cm, ao redor da barraca. Isto, além de proteger, dá bom destaque aos livros, e serve para afixação de cartazes. Assim, a barraca fica original e bonita.    

Preçários

11. É necessário solicitar a todas as editoras e distribuidores a remessa sistemática de preçários.    

ESCOLHA DOS LIVROS

    Filosofia de Trabalho

12. A Literatura Espírita é comparada como um grande e lindo pomar. Seus trabalhadores são cultivadores, responsáveis pelo bom zelo. É necessário esforços constantes para mantê-lo limpo, livre de ervas daninhas que possam comprometer sua exuberância.    

13. Auxiliar os trabalhadores novatos é fundamental porque, em muitos casos, não conhecem as árvores. Apanham o fruto que está mais ao alcance de suas mãos. Nisso, como em tudo na vida, prevalece a lei do menor esforço. É necessário que se coloque os frutos mais doces e saborosos nos galhos mais acessíveis. Provando os primeiros frutos, certificando-se de que são muito doces e saborosos, voltam sempre ao pomar, trazendo novos companheiros.  

14. Se o primeiro fruto for apanhado azedo, amargo, indigesto, há risco de não voltarem mais ao pomar nesta encarnação. A responsabilidade do cultivador, por isso, é muito grande e séria.  

15. É importante estar atento para o fato de que uma árvore pode Ter produzido excelentes frutos, em safras passadas, mas pode estar sujeita ao ataque de pragas, rigor do tempo, maltrato, ausência de adubo, água e carinho por parte dos cultivadores, e assim constrangidas, seus frutos serão de qualidade inferior.  

16. O exemplo dos frutos pode ser aplicado em várias situações. Por exemplo, se um escritor escreve um livro considerado mau fruto, é comum que seja crucificado, penalizado com o repúdio a futuras obras. O contrário não é menos verdadeiro. Quando o autor produz algo de boa qualidade e bons frutos, é comum considerar que seus trabalhos sempre produzirão os ótimos frutos do passado. É imperioso que se prove os frutos de todas as safras, um a um. Cabe, aqui, a questão de errar menos, segundo Kardec, em Obras Póstumas.  

Princípios Básicos

a) pureza doutrinária
b) ausência de:

  • contradição, exagero, agressividade, presunção, exotismo, assuntos escabrosos, polêmicas, críticas destrutivas e constrangedoras;
  • assuntos excessivamente explorados, que nada acrescentam; que contrariem os direitos humanos;
  • livros não procurados em três feiras consecutivas;
  • lógica do encadeamento de todos os assuntos.

Quota de Segurança

17. É fundamental buscar o bom senso. Não há outro recurso. Radicalismo não combina com Espiritismo. É necessário ser condescendente com as falhas da natureza humana. Não existe livro perfeito, como não existe perfeição aqui na Terra. Até mesmo nos livros básicos existem pequeninas falhas. Tão pequenas e tão poucas que seria insensatez condená-las devido à sua importância capital.  

18. Em Obras Póstumas, página 309, edição especial da Edicel, “como nada é perfeito no mundo, mesmo as melhores coisas têm seus inconvenientes. Se se pretendesse rejeitar tudo o que não fosse isento de inconvenientes, não haveria o que aproveitar. Em tudo é preciso pesar as vantagens e desvantagens, e é evidente que, no caso, as primeiras são em maior número”.  

19. No entanto, se uma obra apresenta mensagem de cunho pessimista, muito negativa, ou dá falsa idéia a respeito da Doutrina, da Bondade de Deus, dos ensinamentos de Jesus, não há porque não rejeitá-la, venha de onde vier, mediúnica ou não, independente de o autor ser celebridade ou não.  

20. Tranqüilidade e bom senso são palavras- chave quando é necessário suprimir um livro da feira. Há uma razão especial para a escolha, vejamos o caso de uma FLE, que limitou em 600 a quantidade ideal de títulos que podia ser exposta. Analisado o número, chegou à conclusão de que o que era bom para a Feira, também poderia ser bom para a Banca e a Livraria. Dessa maneira, como há mais de 2.000 títulos, foram escolhidos somente os de melhor conteúdo.

Critérios de Kardec

21. Para dirimir qualquer dúvida sobre a validade ou não da seleção de livros, consulte o parecer de Allan Kardec declarado na REVISTA ESPÍRITA, nos meses de novembro de 1859 e maio de 1863, com os títulos DEVE PUBLICAR-SE TUDO QUANTO DIZEM OS ESPÍRITOS? e EXAME DAS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS QUE NOS ENVIAM.

A seguir, algumas das frases extraídas desses artigos, que traduzem critério e considerações para análise das publicações:

a) Não aceitar cegamente tudo quanto vem do mundo oculto, submetê-lo a controle severo;

b) Ao lado das comunicações francamente más, outras há que são simplesmente triviais ou ridículas. Tais publicações têm o inconveniente de induzir ao erro às pessoas que não estão em condições de aprofundar-se e discernir entre o verdadeiro e o falso;

c)  Há publicações que podem prejudicar essencialmente a causa que querem defender, em escala muito maior que os grosseiros ataques e injúrias de certos adversários;

d) O erro de certos autores é escrever sobre um assunto antes de tê-lo aprofundado suficientemente, dando lugar assim, a uma crítica fundamentada por parte dos opositores;

e) A importância que, pela publicidade, é dada às comunicações de Espíritos Inferiores, os atrai, os excita e os encoraja;

f)  Publicar sem exames, ou sem corretivos, tudo quanto vem, seria dar prova de pouco discernimento;

g)  Os bons Espíritos ensinam mais ou menos a mesma coisa por toda a parte, porque em toda a parte há os mesmos vícios a reformar e as mesmas virtudes a pregar. Para apreciar as comunicações relativamente à publicidade, não podem ser vistas do seu ponto de vista, mas do público. Além de que certas pessoas podem ter ilusões relativamente ao mérito intrínseco, não se pensa que há centenas de lugares onde se obtém coisas semelhantes, e o que é de poderoso interesse local pode ser banalidade para a massa;

h) Com o passar do tempo, as comunicações adquiriram, sob todos os respeitos, produções e qualidades que deixam muito para trás as que eram obtidas antes. Aquilo que então era admirado, parece pálido e mesquinho junto ao que se obtém hoje;

i)   Seria ilusão crer que toda mensagem deve encontrar leitores numerosos e entusiastas;

j)  Os espíritas são imensamente mais numerosos que no início, é verdade, mas são mais esclarecidos e querem ensinamentos mais substanciais;

k) O que dizemos não é para desencorajar de fazer publicações. Longe disso. Mas para mostrar a necessidade de escolha rigorosa;

l)  Convém afastar tudo quanto, sendo de interesse privado, só interesse àqueles que lhe concerne;

m) Também convém afastar tudo quanto é vulgar nas idéias, ou pueril pelo assunto;

n)  Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo que lhe agrada deve agradar aos outros;

o) O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível. Há Espíritos que se comprazem em alimentar essa ilusão em certos médiuns. Por isso nunca seria demais recomendar a estes não confiar em seu próprio julgamento. É nisso que os grupos são úteis; pela multiplicidade de opiniões que podem ser colhidas. Aquele que, neste caso, recusasse a opinião da maioria, julgando-se mais esclarecido que todos, provaria superabundantemente a má influência sobre a qual se acha;

p)  Não publicar inconsideravelmente tudo quanto vem dos Espíritos;

q) Ao lado de alguns bons pensamentos encontram-se, por vezes, idéias excêntricas e os traços menos equívocos da mais profunda ignorância. É nestas espécies de trabalhos mediúnicos que temos notado mais sinais de obsessão, dos quais um dos mais freqüentes é a injunção da parte do Espírito de os fazer imprimir;

r) Todas as precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência no interesse da causa;

s) Uma consideração não menos importante é o da oportunidade. Umas há cuja publicação é intempestiva e. por isso, prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo. Várias delas que nos são dirigidas estão neste caso e, posto que muito boas, devem ser adiadas.    

Compra

22. Analise os catálogos e assinale os que deseja Ter na FLE. Ao final, conte-os. Se passa do número ideal, corte os que considerar menos importantes; se faltar, acrescente. Sempre é bom solicitar cerca de 20 a 30 a mais do que programado, a fim de cobrir eventuais falhas, principalmente dos livros que já tiverem esgotados.  

23. poucas editoras mantém todos os seus livros em estoque. Algumas trabalham com a metade das obras catalogadas. Às vezes, isso pode ser um transtorno. Para amenizar o problema, é sempre bom solicitar uma quantidade maior dos livros mais importantes, quando da reposição após a FLE.  

24. Lamentavelmente, há feiras onde há falta até mesmo das obras básicas de Kardec. Isso não pode acontecer, de maneira alguma. Se a editora ou a distribuidora não tiver as obras básicas e outros livros importantes, é fundamental sua procura em outras praças. Nesse caso, peça que seu fornecedor envie os livros com urgência e esclareça o motivo de sua pressa. Normalmente, pessoas que atendem a esse tipo de pedido têm sensibilidade para compreender suas razões.  

25. Muitas editoras oferecem a vantagem de um desconto maior, em relação às distribuidoras, que podem chegar até os 50%, com prazo de pagamento que oscilam entre 30, 45 e 60 dias após o faturamento, independente da venda ou não dos livros. Por se tratar de uma compra e não de uma consignação, o sistema é ideal para os que têm Departamento do Livro, que reúne as atividades básicas de divulgação, fora do Centro Espírita, como Feira/Clube/Banca.      

Consignação

26. Várias distribuidoras oferecem os livros para receber o valor referente somente aos vendidos, após a Feira. Nesse caso, tem-se que tomar cuidado redobrado para que os livros não sejam danificados e que não seja, feitas anotações de preços, mesmo a lápis. Deve ser utilizada a papeleta. Não fica bem devolver livros que não se encontrem em perfeita condição física. Outra coisa importantíssima, que deve ser tomada como questão de honra do divulgador, é a prestação de contas imediatamente após o término da Feira (no máximo uma semana). Isto porque as editoras e as distribuidoras trabalham ao mesmo tempo com muitas Feiras. E, se muitas delas se atrasem no pagamento e na devolução dos livros, podem prejudicar muito àqueles nossos bons amigos que nos enviam os livros em confiança. Têm eles compromisso com empregados, fornecedores e todo um montão de despesas, como toda e qualquer empresa, e precisam receber em dia, para, por vez deles, saldarem seus encargos em dia.  

27. É preciso também que seja feito um estudo para um criterioso pedido de livros, sem exagero, que possa acarretar uma diminuição desnecessária no estoque dos fornecedores e, por outro lado, que atenda bem a real necessidade de cada cidade. Nem muito, nem pouco: na medida certa!  

28. Um trabalho para ser bom de verdade não pode prejudicar a ninguém. Veja bem: NINGUÉM MESMO!  

29. Esses cuidados não constituem obstáculos à realização da Feira. São normais, comum em qualquer atividade humana, principalmente se as partes envolvidas são constituídas de espíritas, que devem até andar na frente da lei comum, que protege os direitos do cidadão.    

Quantidades

30. Usamos conservar listagens das três últimas feiras. Em cada título aparece a quantidade de livros vendidos e o dia em que alguns títulos se esgotaram. De posse da listagem, calculamos a média das três Feiras. Com o resultado, fazemos os pedidos dos livros, pouco mais de um mês antes da abertura da FLE, para não obrigar os fornecedores a correr contra o tempo, quando o pedido é feito na última hora. Para não faltar livros, é recomendável considerar os valores referenciais seguintes: obras de Kardec, multiplicar pelo índice 2,5. Para cem títulos escolhidos entre os melhores, o índice é 2, e para o restante 1,5.    

Compra ou Consignação

31. Para começar, pode-se comprar de algumas editoras e usar a consignação para o restante. Nos anos seguintes, vão-se ampliando as compras até atingir a totalidade.  

Ao Principiante

32. Quem começa não deve “chutar” aleatoriamente uma determinada quantidade de livros. Serviços improvisados costumam apresentar maus resultados.  

33. Não havendo experiência anterior na cidade, tem-se que contar com a experiência de companheiros de cidades vizinhas. Todos estão a fim de ajudar, com muita alegria.  

34. Pode-se ir até lá, ou então convidar os de lá para virem para cá. Não bataria pedir uma lista dos títulos utilizada lá? Poder, pode. Só que a listagem vem “fria” e a tendência é “esquentá-la” do nosso jeitinho. Esse jeitinho não é bom.  

35. Por exemplo: você gosta muito de livros científicos. Na listagem da cidade vizinha constam poucos livros dessa área. Você pode acreditar que “livros tão bons, tão importantes”(e são), tenham assim tão pouca procura. E aumenta bastante o pedido deles. Encalhe na certa! Esse foi apenas um exemplo, mas acontece em todas as áreas.  

36. Na conversa com amigos “experts”, tudo vai sendo discutido e clareado. Ao final você está com a mesma lista nas mãos, só que “aquecida” de esclarecimentos importantes.  

37. Seu pedido agora obedecerá a um critério muito mais adequado. A USE-SP possui listagens de 200, 300, 400, 500 e 600 títulos. Se quiser, peça-as a título de sugestão e orientação. No entanto, cada cidade é que deve escolher seus livros. No começo, “capengamos” exigindo “muletas” que nos escorem. Mas não é do bom alvitre mantermo-nos tutelados ao longo do tempo.  

38. É preciso que façamos todo o empenho em dominar a nova área de trabalho que a Providência Divina colocou em nossas mãos e conduzirmos o barco à custa de nossos próprios esforços e, até mesmo, passarmos da condição de “assistidos” a de “servidores”. Isto vale para todo trabalho, quer no movimento espírita, quer no profissional, onde devemos dar exemplo de trabalhador correto e eficiente.    

Transporte dos Livros

Formas de Remessa

39. Através dos anos tem havido muitas mudanças no critério de preços cobrados pelas empresas da área. Houve época em que o Correio era barateiro. As transportadoras, careiras. As empresas de ônibus sempre cobraram pouco, de um modo geral. Depois a situação se inverteu. Tal fato se repetiu ao longo dos anos: ora um meio de transporte, ora outro oferecia mais vantagem.  

40. No ano de 1992 não atentamos para esse detalhe e “entramos bem”. Pedimos a remessa dos livros por transportadoras e nos arrependemos amargamente. Houve casos, nos pequenos pedidos, em que o frete representou mais de 50% do valor da compra. Uma lástima!      

41. Diante disso, repetimos: mexa-se! Telefone para aqui, ali, acolá e descubra a melhor opção. A melhor opção é buscar diretamente de carro particular, quando a distância permite. Se não for possível, opte por uma empresa de ônibus, faça uma sondagem de preços e escolha a mais barata.  

42. a prestação de serviços pelos Correios está vinculada às decisões do agente ou do franqueado local. Em certas cidades eles são intransigentes na interpretação dos regulamentos internos; muitas vezes entendem-nos de maneira errada, sempre restrita e negativa à boa prestação de serviços. Em outras agências atendem muito bem. Fazem amizade com os divulgadores e facilitam no que podem essa preciosa prestação de serviços.  

  Recepção dos Livros

43. Há alguém na cidade preparado para receber os livros? Não sofre da coluna? Tem força e agilidade? Não se importa em transpirar um pouco? Tudo isso é importante.  

44. E lugar para guardar os livros, tem? Tem que Ter. Se não tiver nenhum espaço no Centro Espírita que você freqüenta, consiga num outro, ou leve-os para sua casa. Se for pequena, leve para a do amigo que mora em casa maior. Há jeito para tudo.

45. Vá arrumando os livros tão logo cheguem. Não deixe tudo para a última hora. Tudo é importante: o não cumprimento de um aparente pequeno detalhe pode comprometer seriamente o êxito do empreendimento. É verdade!    

Descontos Concedidos na Feira  

46. Pacote de Kardec: 70%. 100 títulos escolhidos (promoção) 50%, e 30% para os demais. Com isso conseguimos ótimos resultados na venda das obras básicas. Em 1992 atingimos 1500 livros de Kardec para um total de 4134 livros vendidos. Não é ótimo? E o que é importante, no final não tivemos nem lucro nem prejuízo. Em cima!    

Reuniões Preparatórias

47. Pelo menos umas quatro reuniões devem ser feitas: 90, 60, 30 e 6 dias antes da Feira. Nelas deverão ser abordados os temas seguintes.    

Divulgação para Arregimentar Trabalhadores  

48. O material de divulgação nos Centros pode ser por computador. Os cartazes poderão ser feitos manualmente, até com vantagem, desde que haja um bom e caprichoso desenhista. Ficam lindos!  

49. Os cartazes, apesar de belos e chamativos, não dão o resultado que se espera deles. Ajudam, mas o que dá resultado mesmo são os “mosquitinhos”. São chamados assim, pelo pessoal da área de mercado, os impressinhos contendo poucas frases, de fácil assimilação.

50. O cartaz, visto por alguém, representa um chamativo genérico – é para todos – não especificamente para a pessoa que o vê, já o “mosquitinho”, entregue nas mãos da pessoa é dele – só dele! Psicologicamente isso funciona que é uma beleza. Os resultados alcançados são surpreendentes. Experimente!  

51. Para ilustrar a ineficiência dos apelos globais feitos em nossas casas espíritas, trazemos a seguir a experiência de um companheiro formado em Marketing.  

52. O Centro em que ele trabalha havia criado um serviço novo e precisava de passistas. Feito o apelo, com todo o capricho, postou-se o trabalhador à saída de sua casa, que estava lotada, aguardando os voluntários. O pessoal que saía, todo alegre, ao ser liberado após o passe, passava e esbarrava no perplexo arregimentador de trabalhadores, sem sequer olhar para ele. Diante do fracasso, ele se encheu de mais coragem e deu “uma cantada” mais direta em um conhecido, com absoluto sucesso: “Pois não, meu amigo, eu estou mesmo com bastante tempo livre...”.  

53. Comentário do pessoal de divulgação: “No apelo global, dirigido à massa, o resultado foi zero. No pedido individual, a pessoa sentiu-se valorizada e atendeu de pronto, com resultado de 100%.  

54. Deu para perceber? Isto é FUNDAMENTAL: divulgar de tudo quanto é jeito, saturar o ambiente do Centro, da cidade, do clima da Feira, preparando o ambiente para as abordagens diretas.  

55. Os políticos, "experts" que são, sabem muito bem disso e aquele que mais mão apertar, que mais tapinhas der no ombro do eleitor, maior possibilidade tem de se eleger. O outro, que se mantém distante do eleitor, por querer manter as mãos e a garganta sedosas, dificilmente encontrará bom resultado. Edison, o da lâmpada e de mil inventos, dizia que o segredo do sucesso está em utilizar 1% de inspiração e 99% de expiração – de suor, de trabalho. Viu?    

Treinamento para Plantonistas para o Atendimento

56. Há ainda quem discorde que nosso movimento deve copiar as empresas comerciais, com suas avançadas técnicas de venda. Contratam eles excelentes profissionais e treinam seus funcionários para atender bem o público que entra em seus estabelecimentos comerciais. Ponderemos: quem não gosta de ser bem atendido? Todos gostamos! E muito! Tanto que muitas vezes preferimos pagar um pouco mais na loja A, que nos atende bem, a comprar na loja B, que não dá a mínima importância para nós. A esta última não voltamos mais.  

57. No ambiente de nossa Feira, como no Centro Espírita, ou em qualquer atividade que exercemos é a mesmíssima coisa: TODOS GOSTAM DE SER BEM ATENDIDOS! Se assim é, vamos tentar treinar os plantonistas de nossa Feira para, pelo menos, aprenderem as regrinhas básicas do bom atendimento.  

58. O ideal é que convidemos um especialista da área, que, em um final de semana, ministre um cursinho para o pessoal envolvido no evento. Os órgãos federativos (USEs, UREs, AMEs, Federações, etc.) costumam contar em seus quadros de colaboradores com tais trabalhadores. Procure entrar em contato com o órgão unificacionista de sua região: todos estão a fim de ajudar.

Noções Básicas de Literatura Espírita

59. Lembre-se de que as obras de Allan Kardec devem merecer um tratamento especial. Convide alguém, ou uma equipe, que conheça bem os livros do Codificador, para fazer uma série de palestras, abordando um deles de cada vez. Vale a pena!  

60. No livro “A LITERATURA ESPÍRITA – SEU ESTUDO, SUA DIVULGAÇÃO”, de autoria de José Antônio Castilho, há um bom enfoque do assunto. Se não encontrá-lo em sua cidade, peça-o à Editora EME, Caixa Postal 1820 – CEP 13360-000, Capivari – SP – Telefone (19) 3491-7000.    

Acertos Finais

61. Na última reunião são feitos os acertos de horários dos plantonistas e etiquetagem dos livros. A etiqueta é extremamente importante.  

62. De posse das fichas de escalonamento de horários de plantão anteriormente distribuídas e já preenchidas, fazem-se os acertos finais, utilizando a escala global de horários, propondo trocas de horários dos que têm trabalhadores de sobra para os que ainda se encontram em branco.  

63. Normalmente os horários mais problemáticos são os plantões noturnos (23 às 7h da manhã); das 7 às 9h e das 11 às 13h (horário de almoço).    

Organização dos Livros na Barraca

64. Os livros devem ser arrumados em ordem alfabética (à exceção dos de Allan Kardec) à medida que vão chegando das editoras e distribuidoras.  

65. De acordo com o tamanho da barraca (ideal de 12m X 4m que cabem 600 títulos), faz-se um plano dos livros por assunto. Medem-se quantos livros cabem em 1m2 e se multiplica pela área onde vão ficar. Tem-se o resultado de quantos livros cabem, bem expostos. Nunca devem ficar amontoados.  

66. Ao estarem as mesas preparadas, forradas, dividem-se os espaços entre os assuntos com etiquetas bem visíveis, usando triângulos de papelão. Já na etiquetagem os livros devem ser separados por assunto.  

67. Ao chegarem à barraca, é só ir colocando nos lugares reservados. Desta maneira o trabalho fica muito fácil e de rápida execução.  

68. Para a reposição durante a Feira, programamos o computador para emitir as listagens para repor somente quando se atingiu a metade do que foi para a Feira no primeiro dia, na maioria o que foi vendido na última Feira. Iniciamos esse processo em 1992. Ficamos maravilhados com o resultado: uma moleza. Repõe-se muito pouco.

Divulgação na Cidade

69. Deve-se lançar mão de tudo o que for possível. Um dos itens é a confecção de um convite que será distribuído para as autoridades, associações, Centros Espíritas, etc. Cartazes, outdoor, faixas, placas, jornal, rádio, televisão, impressos volantes, cartazes nos Centros Espíritas, mensagem de uma linha nas contas de água e luz (gratuitos, com pedidos bem antecipados, dada a grande concorrência para este tipo de divulgação), cartazes em ônibus, colocar propaganda no meio dos jornais e distribuir (nas agências e nas bancas), carimbos nos rodapés de mensagens e tudo o que a imaginação criativa conseguir.  

70. Há alguns anos que costumamos carimbar mensagens com frases divulgando a Feira. Fizemos o carimbo em maio, para divulgar a Feira em outubro. Pedindo mensagens, e à medida que vão chegando uma companheira vai carimbando-as. Quando não há espaço em branco é colocada uma etiqueta, que vai grampeada na mensagem. Assim, destaca-se mais.     

A importância na Divulgação

Uma cidade do interior do estado de São Paulo, com cerca de 100.000 habitantes, vem realizando a Feira desde 1978. Como sistemático esforço desenvolvido por nossos companheiros através desses 15 anos, vem mantendo uma média anual de 1.500 livros. Em dezembro de 1992, porém, deram um salto para 3.087 livros. Mais do que o dobro.

E o fator responsável por esse enorme sucesso foi colocar em prática uma brilhante idéia na área da divulgação:

Além das formas habituais de propaganda, espalharam pela cidade 20 placas, medindo 1,70m X 1,00m, cada uma, contendo o logotipo da FLE, a pombinha, nas cores da bandeira brasileira, característica do cartaz padrão, contendo frases chamativas, como “Ninguém Morre” – “Conheça o Espiritismo” – “Existe Vida Além da Vida”. Logo abaixo, em letras de cor preta, aparecia o convite: “Visite a Feira do Livro”. Na base da placa ficam as informações do local, período de realização, descontos, etc. As vinte placas foram afixadas em pontos estratégicos da cidade, permitindo fácil e total visualização a boa distância.

Essa forma de divulgação causou um grande impacto na comunidade e como conseqüência um interesse maior das pessoas em conhecer a FLE.

Outra idéia concretizada foi a exposição de um “Placar de Vendas”, onde era afixada diariamente uma relação dos 10 livros mais vendidos até o momento (dia/hora) e também o total de livros vendidos. O placar chamou a atenção e despertou interesse do público que diariamente acompanhava a evolução das vendas.

Com o sucesso da experiência, nossos bons amigos já programaram uma inovação para os próximos anos: utilizarão um expositor feito de madeira, no tipo de um quadro, com 10 espaços para expor os próprios livros, na classificação obtida até o momento, permitindo que os livros assim expostos sejam visualizados por todos os interessados. Na parte de cima do Placar constará a frase: “OS 10 LIVROS MAIS VENDIDOS ATÉ O MOMENTO”. Nossos companheiros, justamente entusiasmados, esperam aumentar ainda mais a vendagem dos livros.

Sugerimos que se faça também um placar para o Clube, para registro das inclusões de sócios conquistados na Feira. Se deu certo para a Feira, devemos aproveitar a idéia também para o Clube, não é mesmo?

Divulgação na Feira

71. Nos pacotes de Kardec devem ser afixados cartazes. Também deve ser colocado cartaz no local onde se encontram as mensagens e, muito importante, a divulgação do Clube do Livro. Capricha-se na escolha de um bom romance, com capa bem bonita, põe-se um cartaz na pilha deles e toma-se o cuidado de reservá-lo somente para quem fica sócio. Com isso, chegamos a conseguir 140 novos sócios em uma Feira, contra no máximo 10 que conseguíamos nas anteriores. Perto dos olhos, perto do coração. Quem vê se interessa. Quem não vê... não é mesmo!  

72. Outra coisa importante é convidar aqueles novos companheiros mais entusiasmados pelo livro a participarem da equipe de entregadores de livros do Clube, a fazer parte dos mutirões de preparação das entregas. Com isso ficam ligados ao trabalho. Assim conseguimos vários novos entregadores.  

73. Nas Feiras anteriores colocávamos pacotes de Kardec apenas com as etiquetas de preços. As pessoas passavam rentes e não viam. Vendíamos de 30 a 50 pacotes. Na Feira de 92, colocamos s cartazes nas pilhas de pacotes, bem na entrada da barraca: todos viam. Com isso, vendemos 178 pacotinhos (4 primeiros de Kardec, bolso luxo) e 103 pacotes (7 obras básicas).  

74. O mesmo sucedeu com as mensagens e os livretinhos “Iniciação ao Conhecimento da Doutrina Espírita”, “Aos que Amam os Suicidas”, “Deixem-me Viver” e “Ante os Que Partiram” (todos editados pela EME Editora). Antes ficavam mal expostos; o estoque permanecia escondido em caixas, embaixo das mesas. No final sobrava quase tudo. Nesta arrumamos uma caixa com escaninhos e colocamos os cartazes bem ao lado da caixa. Divulgamos os pacotes, a distribuição de mensagens e livretinhos, nos Centros e para o público, com boa antecedência. O resultado foi que na metade da Feira, os 5.000 livretinhos nos Centros se esgotaram e antes que a Feira terminasse, coisa de 10.000 mensagens também se esgotaram. Repetimos: perto dos olhos, perto do coração!    

AMBIENTE NA FEIRA

Abertura  

75. É conveniente convidar um escritor espírita para breve palestra de abertura e para autografar seus livros. Deve-se também divulgar bem a abertura nos Centros Espíritas e na cidade, para que seja um evento bem festivo. É interessante levar um Coral, soltar balões (bexigas coloridas), soltar tudo, pombos, até foguete.  

76. A propósito, conta-nos Leopoldo Machado, em “Uma Grande Vida” (Cairbar Schutel), que Cairbar foi à cidade vizinha de Dobrada, muito próxima de Matão, fazer uma palestra no cinema. Lá chegando, encontrou o local às moscas. Pediu para comprarem e soltarem um monte de foguetes. Não deu outra: dali a alguns minutos a casa de espetáculos estava lotada! As coisas não nos vêm às mãos caídas do céu: têm que ser conquistadas, às vezes a duras penas. O preguiçoso não consegue nada, além de uma grande barriga e de um semblante que dá dó.  

77. O ambiente da Feira deve ser igual ao de um Centro Espírita. Calmo, fraterno, solidário, simples e bonito.  

78. O coordenador deve desenvolver um esforço muito grande para permanecer o maior tempo na Feira. Na sua ausência o caixa assume a sua tarefa. Para isto é necessário que se faça também uma escala de horário para os caixas, escolhidos com bastante cuidado, entre os mais experientes. Isto de fato é fator  importante no sucesso do evento.  

79. É aconselhável não ser exigente na aceitação de plantonistas. Pelo contrário, deve se incentivar àquele que tem um mínimo de boa vontade de trabalhar. No trabalho ele aprende e adquire prática. Jovens, adultos, idosos e crianças, todos têm alguma coisa para dar. Não bloqueie as portas de entrada no trabalho.  

80. Caso seja possível, é muito bom manter companheiros experientes em “Atendimento Fraterno”, para ouvir as pessoas que buscam a Feira, para resoluções de problemas existenciais. A FLE é um prolongamento do Centro Espírita. Terminada a Feira, muitos daqueles que foram lá atendidos se dirigem às Sociedades Espíritas.  

81. É importante que se providencie com boa antecedência a impressão do Roteiro das Atividades dos Centros da cidade, para farta distribuição.  

82. Como muitas pessoas têm na Feira o primeiro contato com a Doutrina Espírita, são estimuladas a entrar nela pela porta alegre, suave e, sobretudo, libertadora de consciências, a porta do conhecimento. Principalmente os jovens procuram o Centro Espírita com a finalidade única de aprender e não para tomar passes. É preciso que, em conseqüência, o pessoal em trabalho nas casas Espíritas se conscientize desse fato maravilhoso e não force estas pessoas a tomar passe sem necessidade.    

O Caixa

83. Uma mesa com gavetas. Máquina de somar elétrica, de boa qualidade (pede-se emprestada), carimbo e carimbeira. Nas gavetas são guardadas listagens dos livros em ordem alfabética e por autores. A listagem em ordem alfabética deve ser renovada diariamente com o estoque existente.  

84. Listagem dos sócios do CLE, para anotação do controle de recebimentos de mensalidades. Um caderno para registro dos recebimentos, atrações e inscrição de novos sócios.  

85. O caderno é usado também para anotar sugestões de melhoria de trabalho. Muitas idéias boas se perdem por falta de registro. Ao lado, pequenino armário para guardar o material de trabalho: elásticos para as capas se manterem fechadas, canetas, bobinas de papel para máquina de somar, clips, papel, copinhos de café e água, mensagens, livretinhos, etc.  

86. Atrás do caixa – uma lona ou biombo – para se afixar cartazes. Entre eles, a divulgação do Clube e outros de enfeite decorativo. Um pouco acima da cabeça do caixa um gancho de arame para pendurar sacolas plásticas para os livros vendidos. Elas devem ser municiadas antes com mensagens e roteiros dos Centros Espíritas. As sacolas nos chegam à mão gratuitamente, ofertadas por comerciantes amigos.

87. Debaixo de uma das mesas, ao lado do caixa, tábuas sobre tijolos para guardar bolsas das senhoras, caixas com sobras de livros referentes a estoque maior na Feira: os de Kardec, por exemplo, caixas vazias, plásticos, etc.  

88. É muito conveniente manter tudo isso sempre muito bem arrumado e limpo.  

89. A beleza da barraca é fator importante de atrativo aos passantes. A lona deve ser de cor alegre, como o amarelo. Nunca ser de cor muito escura. Dentro deve haver bonita decoração, se possível até com plantas e flores. A música exerce também influência à tranqüilidade e bem estar. Deve se misturar trechos de música clássica com outras mais alegres e animadoras, não barulhentas.    

Final da Feira

90. Durante a Feira, afixa-se um cartaz divulgando uma “festinha de encerramento”, na qual deve Ter salgadinhos, bolos e refrigerantes. Todos os plantonistas devem tomar conhecimento desse importante acontecimento de confraternização.  

91. Ao encerrar-se a Feira, todos os presentes cooperam na arrumação dos livros em ordem alfabética e na remoção das etiquetas. O espaço disponível na Feira sempre é bem maior do que o lugar onde é guardado o estoque e com um número grande de cooperadores o trabalho é feito com muita rapidez.  

92. Depois que os livros já foram acondicionados em caixas é que começa a festinha. Durante ela, o coordenador aproveita a ocasião alegre para propor a todos uma data para reunião de avaliação do trabalho, que normalmente é marcada para o domingo próximo.  

93. Conclama a todos a permanecerem na tarefa e a ficarem ligados à equipe, agora no mutirão e entrega dos livros. Lembra, também, que são importantes suas visitas ã Banca do Livro, a fim de manifestar apoio ao vendedor e ao trabalho.  

94. Terminada a confraternização, uma pequena equipe de homens dica encarregada de desmontar a barraca e conduzi-la ao local próprio. O caminhão para o transporte já deve ter sido providenciado para o horário adequado.  

95. Os mais dedicados se dirigem ao local de armazenamento do estoque e completam o serviço com os livros na meticulosa organização nas prateleiras.  

96. Havendo controle dos livros por computador, o especialista da área faz todos os encerramentos, que consistem em tirar listagens em ordem decrescente de vendas, de autores, de editoras e em ordem alfabética.  

97. Com esses resultados, encaminha-se um relatório à Secretaria do Divulgador do Livro Espírita, que tem a finalidade de incentivar outras cidades a realizar ou melhorar as Feiras.  

98. Coisa de um mês após a Feira, e com o estudo da quantidade de cada título para o estoque ideal, faz-se um levantamento do estoque existente e se providencia a compra para reposição, naturalmente dentro das possibilidades de recurso em dinheiro.

99. Agora sim, a Feira está encerrada. No ano seguinte, repete-se tudo, sempre com novos aperfeiçoamentos.  

100. Finalmente, devemos dizer que quem quiser entrar nessa gratificante tarefa deve amar a Doutrina e o Livro Espírita. Ser capaz de fazer uma série de sacrifícios e renúncias. Ter coragem de acreditar que a Feira vai mesmo dar certo e com isso não poupar recursos na sua realização no que se referir a gastos com a confecção da barraca e tudo o mais que irá dentro dela.  

101. Quem não conseguir fazer sua barraca, pode tomar emprestada da cidade vizinha. Também há gastos com aquisição e transportes de livros, com divulgação. Ter “cara de pau” para pedir coisas doadas ou emprestadas, como máquina de somar de boa qualidade, sacolas, mensagens, livretinhos, etc.  

102. Se a equipe se movimentar em realizar promoções e angariar dinheiro, com dedicação e confiança, o dinheiro aparecerá. Somos totalmente contra rifas e não favoráveis a pedido de dinheiro. O que reputamos como de melhor alvitre é mesmo o trabalho em promoções de fabricação e venda de alimentos: chás, cafés-coloniais, pizzas, almoços, que sempre devem oferecer produtos de qualidade e preços competitivos com o mercado da cidade.    

Conclusão

103. Depois que você leu, estudou, refletiu, trocou idéias com os companheiros, voltou a pensar no assunto quando já na cama para dormir, você pensa acertadamente: puxa! Fazer uma Feira do Livro Espírita dá um trabalho danado! Claro que dá!  

104. Você, de forma alguma, pode se assemelhar àquele companheiro que dizia: “Na hora de comer, vamos comer! Na hora de brincar, vamos brincar! E, na hora de trabalhar, vamos descansar um pouco, porque ninguém é de ferro!”  

105. Adquirir virtudes é uma coisa muito difícil, eliminar vícios e defeitos é mais difícil ainda. Até dizem que é mais fácil adquirir nove virtudes do que corrigir um só defeito. Por isso é que Jesus premiou com tanta distinção a sua discípula famosa, Madalena, aparecendo-lhe em primeiro lugar, com seu corpo inundado de luz, naquela radiosa manhã de Domingo, nos jardins do seu amigo José de Arimatéia, numa atitude muito justa. E então, sendo assim, se conclui que trabalhar é muito mais fácil. Qualquer um trabalha. Não é preciso ter sabedoria nem virtude, basta se mexer. Então vamos trabalhar com alegria e deixar de reclamar.  

106. No desenrolar do serviço é que iremos, devagar, adquirindo uma virtudezinhas, aprendendo alguma coisa boa e iniciando o bom combate de eliminar defeitos. Pense nisso, agora! E não adie mais a realização daquela idéia que você vem acalentando através dos anos. Realizar em sua cidade a Feira do Livro Espírita, depois organizar e realizar um Clube do Livro,e, logo a seguir, instalar a Banca do Livro. Afinal, sua cidade não se chama Vagareza, não é mesmo?  

107. Sua cidade merece o LIVRO ESPÍRITA. Você não se encontra residindo nela por acaso e também não foi por acaso que acabou de ler essa coisarada toda. Você “tá ferrado, cara”, não tem mais como escapar: é se encher de coragem, falar com os amigos e mandar brasa. Que coisa, hein?

Conteúdo retirado do site www.adeler.com.br


 
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